Nov 22, 2024

Petroleiros fazem manifestação contra o desmonte da Petrobrás

Petroleiros da Refap realizaram um Ato na manhã dessa terça-feira (26), para denunciar o desmonte e a estratégia do presidente interino da Petrobrás, Pedro Parente, e do presidente golpista, miSHELL Temer, de privatizar a Petrobrás e entregar o Pré-Sal às mãos do capital estrangeiro. Os trabalhadores e as trabalhadoras também debateram a situação da empresa e as pendências do Acordo Coletivo de Trabalho 2015-2017 e ainda deliberaram sobre os atos de apoio a greve dos trabalhadores dos campos maduros.

As mobilizações aconteceram nos Sindicatos da FUP de todo o país. A data de hoje foi escolhida por conta da reunião do movimento sindical petroleiro com a Petrobrás, para cobrar as pendências do ACT.

Para a Élida Maich, diretora de Comunicação e Imprensa do Sindipetro-RS, o momento pede unidade entre os trabalhadores: "Temos que nos unir, todos devem se unir contra o desmonte da Petrobrás. Vamos engrossar a massa, depois não vai dar para reclamar", disse a dirigente a sindical.

Sindicatos da FUP fazem manifestação contra o desmonte da Petrobrás e contra o governo golpista por todo o país

Ato no Norte Fluminense representa a resistência contra o governo entreguista e privatista.

 

Nesta terça-feira, 26 de julho, os sindicatos, em diversas partes do país, da FUP, com apoio do MST, CONTAG, movimentos estudantis, dentre outros movimentos sociais, realizam atos para denunciar o desmonte e a estratégia do presidente interino da Petrobrás, Pedro Parente, e do presidente golpista, Michel Temer, de privatizar a Petrobrás e entregar o Pré-Sal às mãos do capital estrangeiro. Além disso, os manifestantes lutam contra esse governo ilegítimo, golpista e entreguista, que não representa a população brasileira, e tenta a todo custo vender o patrimônio público do Brasil, além de retroceder em relação aos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais da classe trabalhadora.

Assim, o Sindipetro-NF, MST (Movimento dos Sem Terra), CONTAG(Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) e Movimento Estudantil realizam um ato na Rodovia RJ 106, próximo ao Terminal de Cabiúnas.  A rodovia foi fechada pelos manifestantes, que também tentam conscientizar os motoristas e pedestres da importância de lutar pelo nosso patrimônio público e denunciar o caráter entreguista e privatista do governo golpista de Michel Temer. Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Marcos Breda, “estamos na luta em defesa de uma Petrobrás integrada, contra a venda dos ativos, dos campos maduros, da Transpetro e da BR distribuidora. Queremos uma empresa mais forte. Assim, hoje nos manifestamos e convocamos toda categoria a reagir em defesa das empresas brasileiras e de nosso país”.

A data foi escolhida porque neste dia haverá uma reunião do movimento sindical dos petroleiros com a Petrobrás para cobrar as pendências do Acordo Coletivo dos Trabalhadores. "O momento é bastante complexo e precisamos estar em permanente mobilização para enfrentarmos as tentativas de desmantelar a Companhia, através da anunciada intenção de vender parte dos seus ativos", afirmou o Coordenador da FUP, Zé Maria.

 

Trabalhadores do Rio Grande do Sul lutam contra a privatização da Petrobrás

 

Os petroleiros de outras bases também realizam atividade em diversas partes do país, como os trabalhadores do Sindipetro-RS , que se mobilizam em um ato em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), com o objetivo de debater a situação da empresa e as pendências do Acordo Coletivo de Trabalho 2015-2017. Depois, todos pretendem deliberar sobre os atos de apoio a greve dos trabalhadores dos campos maduros.

O Sindipetro-BA fechou a BR 101, nas cidades de Entre Rios e Esplanada. De acordo com o diretor do Sindipetro-BA, Deyvid Bacelar, a manifestação é para dar visibilidade a esta luta que não é só da categoria petroleira. "Estamos aqui para chamar a atenção da sociedade contra o desmonte e privatização da Petrobrás e contra esse governo ilegítimo, golpista", finalizou.

 

Manifestantes na Bahia lutam contra governo golpista.

Os trabalhadores denunciam que, em março, fruto da ação dos representantes de acionistas privados encastelados em postos-chave da própria Petrobrás, a direção da companhia já havia anunciado a abertura da temporada de desmanche. Para saciar o apetite privatista, foi oferecida a cessão de direitos relativos a 104 concessões terrestres, sendo 98 áreas de produção e seis blocos exploratórios localizados nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo. Desta maneira, utilizando a falsa justificativa de que a venda de ativos é a “solução” para “salvar” a companhia, o novo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, vem acelerando o processo de desmonte da empresa, o que precisa ser combatido com urgência.

Dia da Mulher Afro Latina-Americana e Caribenha

As mulheres negras estão morrendo. Entre os anos 2003 e 2013, houve um aumento de 54,2% do número de assassinatos das mulheres negras. Somente no ano de 2013, duas mil oitocentas e setenta e cinco mulheres negras foram mortas. Duas mil oitocentas e setenta e cinco. Esses dados podem ser encontrados no Mapa da Violência 2015 — Homicídio de Mulheres no Brasil, do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, e apontam que a violência de gênero também tem cor. Na contramão ao aumento de assassinato de mulheres negras durante a década estudada, um outro dado importante: o assassinato de mulheres brancas teve redução de 9,8%. Passou de 1.747 homicídios em 2003, para 1.576 em 2013.

 

E é exatamente por conta dessas estatísticas, resquícios de uma sociedade machista e racista, que dias como o Dia Internacional da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, são extremamente importantes no calendário de lutas. A data surgiu a partir do 1º Encontro de Mulheres Afro Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado na República Dominicana em 1992, e é fruto da luta das mulheres negras por um feminismo que tratasse também da questão racial.

Para a socióloga e militante do Coletivo Negrada, Eliane Quintiliano, é necessário dentro da luta do movimento de mulheres o recorte, tanto racial quanto social. “Precisamos especificar quem são essas mulheres que estão morrendo. Homogenizar só invisibiliza as mulheres negras”, aponta.

Uma política pública justa e democrática que dê um basta a violência de gênero, precisa levar em conta a diversidade de se ser mulher. Precisa levar em consideração os diferentes contextos em que essas mulheres estão inseridas, principalmente os grupos historicamente marginalizados.

 Fonte: Pulso Conteúdo

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