Cinco dias de debates, construção coletiva e decisões estratégicas marcaram o 20º Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), realizado em Salvador (BA). Reunindo representantes das 14 bases sindicais, o encontro reafirmou o compromisso da categoria com a defesa da Petrobrás pública, da soberania energética e dos direitos dos trabalhadores, além de eleger a nova direção da Federação para o triênio 2026-2029.
O principal marco do congresso foi a eleição unânime de Cibele Vieira como a primeira mulher a assumir a Coordenação-Geral da FUP em seus 32 anos de história. A nova direção também registra a maior participação feminina já alcançada na Executiva da Federação, refletindo o fortalecimento da presença das mulheres nos espaços de decisão.
O Sindipetro-RS também ampliou sua representação na direção nacional da Federação. A diretora Nalva Faleiro passa a integrar a Secretaria de Saúde, Segurança, Tecnologia e Meio Ambiente (SMS), Anderson Medeiros assume como suplente da Direção Colegiada e Joacir Pedro foi eleito membro suplente do Conselho Fiscal, reforçando a participação da base gaúcha na condução das lutas da categoria no triênio 2026-2029.
A programação abordou temas como conjuntura política, geopolítica, transição energética, democracia e o papel estratégico da Petrobrás para o desenvolvimento nacional. Os debates reforçaram a defesa da soberania sobre os recursos energéticos e da reconstrução do Sistema Petrobrás.
Durante o congresso, as delegações também realizaram atos na Refinaria de Mataripe e no Campo de Taquipe, na Bahia, reafirmando a luta pela reestatização de ativos estratégicos e pelo fortalecimento da Petrobrás como empresa pública.
Outro destaque foi a mesa “Mulheres Vivas”, dedicada ao enfrentamento da violência de gênero e à construção de uma cultura de igualdade, além da posse de Nalva Faleiro na coordenação do Coletivo Nacional de Mulheres da FUP.
No encerramento, o Congresso aprovou diretrizes que orientarão a atuação da FUP nos próximos anos, entre elas a defesa da reestatização de ativos privatizados, o fortalecimento da Petrobrás na transição energética, a proteção da Petros e da AMS, a ampliação dos direitos dos trabalhadores e a atuação política em defesa da democracia e da soberania nacional.