Sindipetro-RS lamenta assassinato de Adeilson Paixão e cobra justiça

 

O Sindipetro-RS recebeu com perplexidade a notícia da morte do companheiro Adeilson da Conceição Paixão, de 41 anos, o Paixão, como era conhecido pelos colegas. Soldador, ele trabalhou na Refap pela Estrutural e deixou muitas amizades entre os trabalhadores da refinaria. Sua morte, em Betim (MG), é uma notícia que entristece e revolta quem teve a oportunidade de conviver com ele.

Paixão entrou na Estrutural em 2009, como soldador. Em 2021, já era supervisor de solda, função que continuou exercendo quando passou a trabalhar na empresa C3, no ano passado. Atualmente, atuava como supervisor de solda pela C3 na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais. Na Refap, teve participação importante na parada da HDT, quando seu conhecimento e sua experiência fizeram a diferença no trabalho.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Paixão foi morto nessa terça-feira (13), com dois tiros em frente à própria casa, no bairro Petrovale, em Betim (MG). De acordo com a Polícia Militar, a suspeita é de que o autor dos disparos seja um colega de trabalho e que o crime tenha sido motivado por uma disputa por uma vaga de promoção. O suspeito fugiu.

Gabriela Duarte, preposta da Estrutural na Refap, lembra de Paixão como um profissional que transmitia confiança e estava sempre disposto a ajudar. “Ele passava muita tranquilidade. Ganhou a simpatia de todos por ser um ótimo profissional, por entender muito de solda, mas também porque não tinha tempo ruim. Podíamos estar com muitos problemas, mas ele chegava sempre com alto astral e sorrindo muito”, recorda. Ela também lembra que, durante as paradas, ele fazia questão de chegar mais cedo para participar das pré-jornadas na área com ela.

É esse Paixão que os colegas da Refap vão guardar na memória: o profissional que conhecia o trabalho, o supervisor com quem podiam contar e o companheiro que chegava sorrindo, mesmo nos dias difíceis.

O Sindipetro-RS se solidariza com seus familiares, amigos e colegas neste momento de dor e se soma à cobrança por justiça. A vida de Paixão não pode ser esquecida, e seu assassinato não pode ficar impune.

Justiça por Adeilson Paixão!
Paixão, presente!