Governo desmarca, mais uma vez, reunião para definir isenção de I.R. na PLR

O fato é que, após o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-geral da Presidência da República, anunciar em nome da presidenta Dilma Rousseff, que o governo ia atender a reivindicação da CUT e das demais centrais sindicais, foi realizada apenas uma reunião com a equipe econômica que fez uma proposta menor – isentar apenas PLRs de até R$ 5.000 de imposto de renda. Como os sindicalistas não aceitaram a proposta, menor do que a que havia sido sugerida, todas as novas reuniões pré-agendadas nos últimos meses foram desmarcadas sem muitas explicações.

Para a CUT, é inadmíssivel o trabalhador ser tributado na PLR e os empresários e acionistas serem isentos de imposto de renda sobre a distribuição de lucros e dividendos desde 1995, devido a uma mudança implementada por FHC.

“A isenção que nós estamos defendendo favorece os trabalhadores e promove justiça social e tributária”, declarou Vagner, que complementou: FHC era um governo apoiado pelo empresariado e sempre defendeu seus aliados. Este governo, que é dos trabalhadores, precisa demonstrar que está do lado da base social que o sustenta.

Histórico

No mês de março, cerca de 20 mil metalúrgicos do ABC ocuparam a rodovia Anchieta e milhares de bancários retardaram a abertura das agências na capital paulista para reivindicar o fim da cobrança de Imposto de Renda na PLR.