O Sindipetro-RS iniciará, nos próximos dias, um contato direto com aposentados e pensionistas associados para orientar e esclarecer dúvidas sobre o Programa de Avaliação da Saúde do Aposentado (PASA), da Saúde Petrobrás.
Criado para oferecer aos aposentados e pensionistas um acompanhamento periódico da saúde, o PASA prevê uma avaliação médica anual. A proposta é dar continuidade, após a aposentadoria, ao cuidado preventivo que os trabalhadores têm durante a vida laboral por meio dos exames periódicos.
Apesar da importância desse acompanhamento, o programa ainda é pouco utilizado pelos beneficiários. Muitos não conhecem o PASA, não sabem como acessá-lo ou encontram dificuldades para concluir as etapas previstas. Com isso, uma ferramenta que pode contribuir tanto para a prevenção e o diagnóstico precoce de problemas de saúde quanto para a qualidade de vida no pós-emprego acaba sendo subutilizada.
Essa preocupação foi discutida pelo Sindipetro-RS no dia 28 de julho, durante reunião com representantes da AMS e aposentados e aposentadas. O encontro permitiu identificar dificuldades enfrentadas pelos usuários e discutir formas de tornar o programa mais conhecido e acessível.
Além do cuidado individual, a utilização do PASA também tem relação com a sustentabilidade da AMS. Como a assistência é baseada na autogestão e na mutualidade, a prevenção e o acompanhamento adequado podem contribuir para evitar o agravamento de doenças e, consequentemente, reduzir a necessidade de internações e procedimentos de maior complexidade e custo.
Para o Sindicato, portanto, é importante que os aposentados e pensionistas conheçam e utilizem o programa, mas também que as dificuldades encontradas pelos usuários sejam conhecidas e enfrentadas. As informações levantadas nos contatos poderão contribuir para a cobrança de melhorias na operacionalização do PASA e para a construção de propostas a serem discutidas nas negociações do Acordo Coletivo.
“O PASA oferece uma visão global da saúde e ajuda a direcionar o paciente para as especialidades corretas, evitando um longo caminho até o diagnóstico. É uma ferramenta muito importante para garantir a sustentabilidade do nosso plano e a qualidade de vida no pós-emprego. Venham até nós, conversem, relatem as dificuldades. Vamos valorizar essa conquista do Acordo Coletivo e seguir lutando para aprimorá-la”, reforça a presidenta Miriam Cabreira.