Reunião debate baixa adesão ao PASA e busca melhorias para fortalecer a saúde dos aposentados e a sustentabilidade da AMS

O Sindipetro-RS promoveu, no dia 28 de julho, uma reunião com representantes da AMS para discutir o Programa de Avaliação da Saúde do Aposentado (PASA). O encontro contou com ampla participação de aposentados e aposentadas e evidenciou uma preocupação comum: a baixa adesão ao programa, apesar de sua importância tanto para a prevenção de doenças quanto para a sustentabilidade da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS).

O PASA é um programa de acompanhamento periódico voltado a aposentados, aposentadas e pensionistas da Petrobrás. Durante a vida laboral, esse monitoramento é realizado por meio dos exames periódicos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho. Com a aposentadoria, porém, esse acompanhamento deixa de ser automático, tornando ainda mais importante a participação no programa.

Durante o Papo Direto Online da última sexta-feira (30), a presidenta do Sindipetro-RS, Miriam Cabreira, destacou que manter o hábito do acompanhamento preventivo é fundamental para garantir qualidade de vida no pós-emprego: “É importantíssimo manter esse hábito que foi conquistado e construído ao longo da nossa carreira. Fazer exames preventivos e acompanhamento regular nos dá qualidade de vida”, afirmou.

Segundo Miriam, o PASA reúne dois aspectos essenciais. O primeiro é o cuidado com a saúde, já que o acompanhamento periódico permite identificar precocemente doenças e iniciar o tratamento antes que evoluam para quadros mais graves. O segundo é a sustentabilidade da AMS. Como se trata de um plano de autogestão e mutualidade, sem fins lucrativos, a prevenção contribui para reduzir internações e procedimentos de alto custo, beneficiando todos os usuários. “Temos que fazer todos os esforços para manter um plano de saúde sustentável. Essa é uma responsabilidade da empresa, mas também nossa enquanto usuários”, ressaltou.

Dificuldades e encaminhamentos

Durante a reunião, os participantes relataram dificuldades na utilização do sistema do PASA, considerado pouco intuitivo para o público a que se destina. Muitos beneficiários iniciam o processo, mas não conseguem concluí-lo, enquanto outros sequer conseguem acessar o programa.

A partir dessas manifestações, foram definidos encaminhamentos para aprimorar a divulgação do PASA, buscar melhorias na sua operacionalização e levar novas propostas para a mesa de negociação do Acordo Coletivo, tornando o programa mais acessível e eficiente.

Ao encerrar o debate, Miriam reforçou que o PASA é uma ferramenta estratégica para o cuidado integral da saúde dos aposentados e aposentadas, além de contribuir para a preservação da AMS.”O PASA oferece uma visão global da saúde e ajuda a direcionar o paciente para as especialidades corretas, evitando um longo caminho até o diagnóstico. É uma ferramenta muito importante para garantir a sustentabilidade do nosso plano e a qualidade de vida no pós-emprego. Venham até nós, conversem, relatem as dificuldades. Vamos valorizar essa conquista do Acordo Coletivo e seguir lutando para aprimorá-la.”