FUP e Petrobrás homologam acordo de PPP de dirigentes sindicais na Justiça do Trabalho

Nesta terça-feira (26), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Petrobrás assinaram, com a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), um acordo sobre o PPP (Programa de Prêmio por Performance/Participação) dos dirigentes sindicais, para ressarcimento dos valores que não foram pagos entre 2018 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, que tentou destruir a Petrobrás.

A gestão passada usava como dessculpa que os dirigentes sindicais não podiam ser objeto da avaliação de desempenho e isso impedia à Petrobrás de pagar o PPP e também conceder avanco de nível e promoção.

A partir de 2023, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e a retomada da Petrobrás como empresa prioritária do país, os dirigentes passaram a ser avaliados com uma nota media, como público alvo e passaram a receber PPP. E para o avanço de nível, passou a ser considerado o mesmo percentual de contemplação da média da categoria e a distribuição da verba é feita para aqueles que estiverem há mais tempo sem receber. Com o acordo assinado nesta terça-feira, será corrigida a distorção anterior e os diretores receberam o que é justo: os valores que não foram pagos durante o governo passado.

“É uma conquista importante, que repara uma injustiça cometida por uma gestão que perseguia os sindicatos e que tentava nos destruir a qualquer custo. O justo é que os diretores sindicais que dedicam sua vida à defesa das pautas dos trabalhadores e trabalhadoras recebam igual aos demais, e assim é estabelecido pela lei”, afirma a coordenadora geral em exercício da FUP, Cibele Vieira, e acrescenta: “Ainda seguimos com os impactos na progressão na carreira, mas já é uma reparação significativa”.