O Sindipetro-RS expressa seu mais profundo repúdio e indignação diante do inaceitável episódio de machismo e misoginia ocorrido na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, na quarta-feira, 13/05. Manifestamos nosso apoio incondicional à companheira Cidiana Masini, vice-presidente da CIPA e do Sindipetro-SJC, vítima de uma tentativa covarde de silenciamento.
Conforme denúncia do Sindipetro São José dos Campos (SJC), durante um treinamento da CIPA focado nos graves riscos da exposição ao benzeno — um espaço que deveria ser de escuta, debate e defesa da vida —, o palestrante (higienista da Recap) optou pela agressividade, pela parcialidade e pela desqualificação. Ao buscar o diálogo para defender as pautas do chão de fábrica, com toda a sua representatividade e conhecimento técnico, Cidiana foi sucessivamente interrompida e tratada com gritos e desdém.
O agressor só cessou sua truculência quando um outro homem interveio no debate. O recado deixado por essa atitude é claro e inaceitável: o machismo estrutural tentou ditar que a voz, a experiência e a autoridade de uma mulher não têm valor.
Esse não é um caso isolado, mas o triste reflexo de um problema sistêmico dentro do Sistema Petrobrás, onde a violência de gênero frequentemente tenta calar aquelas que se levantam para defender a saúde, a segurança e os direitos da nossa categoria. A tentativa de oprimir e desestabilizar uma dirigente sindical no exercício pleno de suas funções é um ataque não apenas à companheira Cidiana, mas a todas as petroleiras e a toda a organização sindical brasileira.
O Sindipetro-RS soma sua voz na exigência de que a gestão da Petrobrás tome medidas urgentes e rigorosas para punir o responsável por esses ataques misóginos. Cobramos, também, ações estruturantes, efetivas e imediatas para erradicar o machismo das unidades do Sistema Petrobrás. Não aceitaremos que o discurso de respeito à diversidade da empresa seja apenas uma peça de marketing enquanto, na prática, mulheres continuam sendo violentadas e silenciadas em seus locais de trabalho.
Nenhuma mulher petroleira será silenciada!