Dec 09, 2022

Gestão da Petrobrás mantém ataques aos direitos da categoria

A gestão da Petrobrás apresentou nesta quarta-feira, 17, uma terceira contraproposta para o Acordo Coletivo de Trabalho, que insiste em tratar como sendo a última, mas que a categoria esperava ter sido a primeira a ser apresentada pela empresa, meses atrás. Apesar da gestão voltar atrás na tentativa de desmontar por completo o ACT, como havia sinalizado nas duas contrapropostas anteriores, ainda continua impondo perdas para os trabalhadores.

Nenhum ponto da pauta de reivindicações que foi apresentada pela FUP há mais de dois meses foi sequer considerado. Pelo contrário. A gestão da Petrobrás insiste em retrocessos, como acabar com a garantia de segurança no emprego, conquistada pelos trabalhadores após a greve histórica de fevereiro de 2020. A empresa também continua impondo prejuízos aos beneficiários da AMS, ao ignorar as propostas da categoria para garantir a sustentabilidade e a qualidade do plano de saúde e o limite de 13% de descontos para todos.

Além disso, os gestores da Petrobrás mantêm os ataques às jornadas de trabalho; retiram direitos dos trabalhadores da Transpetro, alterando as cláusulas do Adicional de Gasoduto e do Adicional de Operação da Mestra Nacional; ameaçam encerrar unilateralmente os acordos regionais pactuados com o Sindipetro NF, que são referência para todos os petroleiros offshore do Brasil; e insistem em atacar as organizações dos trabalhadores, tentando asfixiar financeiramente os sindicatos e reduzindo sua capacidade de atuação.

 

A FUP reafirmou que é inadmissível a gestão da Petrobrás continuar propondo um Acordo Coletivo rebaixado, desconsiderando a pauta de reivindicações da categoria, enquanto os acionistas recebem superdividendos, às custas do trabalho dos petroleiros e do povo brasileiro, que segue pagando preços abusivos dos combustíveis e amargando os prejuízos das privatizações.

 

Nesta quinta-feira, 18, as direções da FUP e de seus sindicatos estarão reunidas no Conselho Deliberativo da Federação para definir os próximos passos da campanha reivindicatória e o indicativo para as assembleias. É fundamental que a categoria petroleira siga mobilizada, participando dos atos unificados e pressionando a gestão da Petrobrás a avançar no processo de negociação.

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