Jul 05, 2022

Principais eixos de luta da categoria são abordados no primeiro dia do Congresso Estadual do RS

O XXXVII Congresso Estadual dos Petroleiros e Petroleiras do RS teve início nessa sexta-feira, 01, de forma virtual, ainda por conta da pandemia, com o tema “Juntos, para abrasileirar a Petrobrás". Os trabalhos iniciaram às 19h30, com a eleição da mesa diretora e em seguida com o painel de conjuntura. Na programação inicial, dois convidados estavam confirmados para a análise de conjuntura. No entanto, devido à forte chuva que caia no Rio de Janeiro, o economista do Dieese Cloviomar Cararine transferiu sua apresentação para o sábado. O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, fez a sua explanação elencando os principais pontos a serem discutidos na pauta de reivindicação desse ano.

A presidenta Miriam Cabreira abriu os trabalhos destacando a importância desse ano na vida dos petroleiros e a resistência até aqui: "Será o ano que vai decidir o nosso futuro. Apesar de todo o desmonte que o governo vem causando, conseguimos implementar uma resistência. Em 2022, a negociação coletiva será de pauta completa e muita coisa envolve essa discussão, não somente a nossa pauta corporativista, mas será muito importante o nosso empenho para vencer a eleição presidencial", disse.

Na análise conjuntural o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, destacou algumas prioridades para a luta da categoria. Entre elas o processo eleitoral: "Precisamos romper com essa onda fascista que assombra o país. No nosso caso, sabemos que essa eleição é crucial para a manutenção e recuperação da soberania nacional e energética. Um dos objetivos da PlenaFUP desse ano, que acontece entre os dias 05 e 07 de maio, é apoiar a candidatura do ex-presidente Lula. Não se ater apenas a pauta corporativa, mas termos consciência que se perdemos a eleição, o nosso ACT, juntamente com a Petrobrás, será destruído. Será importante a nossa participação efetiva nessa campanha. A existência da Petrobrás depende do processo eleitoral".


Outra questão levantada por Deyvid, foi seguir a luta para impedir a venda do parque de refino, a retomada do setor de distribuição e a soberania em relação aos fertilizantes. Estes três planos de retomada estão sendo levados para a construção de um projeto para o país: "Não podemos esquecer que a privatização das refinarias está em andamento. A troca da presidência da Petrobrás não foi à toa. Adriano Pires já declarou em várias entrevistas que é a favor da total privatização da Petrobrás. Teremos uma luta constante até o final do ano".


A pauta corporativista também foi destaque, principalmente se tratando dos principais temas que envolvem o dia a dia da categoria: hora extra de troca de turno, banco de horas, efetivo, teletrabalho e AMS: "estes temas são centrais para a negociação coletiva. Já temos algumas propostas formuladas, mas no caso da AMS essa proposta será construída conforme as colaborações dos congressos estaduais", finaliza o coordenador da FUP.


O Congresso continua nesse sábado (01), com início às 9h e com a participação do economista do Dieese Cloviomar Cararine, as deliberações e a eleição dos delegados e delegadas para o X PlenaFUP.

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